sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crime e saúde mental: relações que precisam ser desvendadas

Luiza Caires / USP Online

A psicologia e a psiquiatria forense envolvem diagnóstico, intervenção e prevenção de distúrbios mentais quando questões legais estão envolvidas. Hoje há 158 mil presos, em regime fechado, no estado de São Paulo. Destes, menos de um por cento apresenta doença mental e cumprem pena em manicômios judiciários - o número é pequeno, segundo especialistas. "Nos crimes violentos que têm chamado a atenção da mídia e que temos avaliado, pouquíssimos casos relacionam-se à perda da consciência”, afirma o neuropsicológo Antonio de Pádua Serafim, do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Ainda assim, é importante poder determinar com segurança se um comportamento criminoso foi ou não influenciado pela presença de uma doença mental temporária ou permanente e, mais do que isso, dar assistência às vítimas. Esses são alguns dos trabalhos prestados à Justiça pelo Núcleo Forense (Nufor) do Ipq, criado em 1998 e coordenado por Serafim.

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