Luiza Caires / USP OnlineAs atividades do Laboratório de Hidrometeorologia (LabHidro) do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, baseadas no uso de um radar meteorológico, um sistema computacional para executar um modelo físico-matemático de previsão do tempo, e em uma rede de monitoramento de superfície, ainda em constituição, têm como objetivo principal realizar previsões da temperatura, umidade, ventos, pressão e chuvas na Região Metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista (SP), principalmente as que podem trazer riscos de enchentes, inundações e deslizamentos. A ideia é que estas informações permitam tanto ao cidadão comum quanto ao poder público estarem alertas e tomarem atitudes preventivas a tempo em relação a estes problemas.
O MXPOL, radar meteorológico do LabHidro, é um dos equipamentos mais sofisticados do IAG. Ele emite microondas em direção às nuvens que, no retorno, trazem informações detalhadas sobre onde está chovendo no momento e onde deve chover em seguida num raio de até 150 quilômetros, além dos ventos e do tipo de precipitação, se chuva, garoa, granizo, etc. "O radar realiza aquilo que chamamos de previsão de curtíssimo prazo, para até uma hora e meia no futuro, e muito detalhada e precisa. Se detectamos, por exemplo, que haverá uma chuva de 40 mm (índice alto, considerando o grau de impermeabilização urbano) em determinada região da cidade, este é um tempo suficiente para a Defesa Civil tomar providências, como retirar pessoas de encostas, fechar túneis que podem alagar, desviar o tráfego das margens de rios que podem transbordar", explica o professor Augusto José Pereira Filho, coordenador do laboratório.
Leia mais


0 comentários:
Postar um comentário