Luiza Caires / USP OnlineO número 80 da Revista USP, lançada esta semana, marca o aniversário de duas décadas de uma publicação que já se tornou indispensável entre as mídias da Universidade. E a edição atual, “Bibliotecas Digitais/ Bibliotecas Virtuais”, resume bem o projeto editorial da revista que pretende ser ao mesmo tempo acadêmica e cultural, abordando os assuntos mais variados de interesse da comunidade universitária. “Temos como público-alvo todo o público universitário que gosta de ler sobre cultura e os diferentes ramos do saber”, afirma Francisco Costa, seu editor.
“A cada novo número a proposta principal da revista permanece a mesma: construir um dossiê com um grupo de textos multidisciplinares, dentro de um grande tema, seja ele da área de humanidades, de ciências biológicas, ou de ciências exatas”, explica. A publicação, segundo o editor, “não dá voz somente aos medalhões, mas propicia a aparição de novas fontes, novos autores.” Apesar disso, o conselho editorial da revista é constituído por especialistas renomados, que se reúnem mensalmente para definição do tema de cada dossiê e seleção dos autores que publicarão os artigos, com um esquema de votação formal para as decisões a serem tomadas.Leia mais
Luiza Caires / USP OnlineA Bienal Brasileira de Design Gráfico, organizada pela Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG) e em cartaz no Centro Cultural São Paulo até 17 de maio, chega em 2009 à sua 9ª edição, com o tema “Anatomia do Design”. Se antes o evento tinha o objetivo de explicar ao público em geral o que era design gráfico, hoje o quadro que se apresenta é outro. “Há dez anos atrás não existia um título de design gráfico em português, só para se ter noção. Hoje há prateleiras inteiras deles nas livrarias. Da sétima bienal em diante, a área já se estabeleceu no país, e as pessoas sabem o que é design. Já são 553 cursos de design no Brasil e cerca de 300 compreendendo extensão, lato sensu, e strictu sensu”, conta Cecilia Consolo, curadora geral da mostra, além de professora dos cursos de design de Facamp e FAAP e doutoranda pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.Em razão desta evolução, as últimas edições do evento têm procurado fazer uma reflexão maior sobre linguagem em design, e não apenas expor a produção atual. “Queremos mostrar as linguagens do design brasileiro, fazer uma leitura aprofundada de quais são suas vertentes. E isso começou desde a chamada de trabalhos, que requeria um olhar mais cuidadoso do designer para a própria produção”. A categorização dos trabalhos, por exemplo, não é mais pelo suporte onde o design se insere, não é mais pelo objeto, se livro, cartaz ou embalagem; procurou-se sim mostrar em qual núcleo cada projeto de design estava inserido.
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